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Posts de Julho 18th, 2008

Limão com gosto de Limão!

Publicado por Mição em 18/Julho/2008

- Me diga uma coisa.
- Sim, claro.
- Tem fim a luta do bem contra o mal e o sofrimento que vem daí?
- O sofrimento, sim, tem fim.
- E a luta?
- Não, nunca.
- Então, por que diz que o sofrimento tem fim?
- Porque o sofrimento não vem da dualidade.
- Não?
- Não! Você já assistiu o filme sexto sentido?
- Sim, assisti.
- Lembra do terapeuta, o Bruce Willis?
- Sim, ele passa o filme tentando curar o menino.
- Lembra o que descobre no final?
- Descobre que não era ele que estava tentando curar o menino, era o menino que estava tentando curar ele?
- Isto mesmo! Tudo aqui no seu filme é assim também.
- O que você quer dizer com isto?
- Você quer livrar o mundo e a si mesmo do mal, do errado, do pecado, do diabo, não é mesmo?
- Sim, é por isto que faço ao que faço.
- Mas como você poderia livrar o mundo e a si mesmo do mal se não existisse o mal? Já pensou nisto?
- Não, nunca.
- Pois, pense. Será que é você que está ajudando a salvar o mundo ou será que é o mundo que está ajudando você a ser o salvador?
- Ops! Estou me sentindo meio Bruce Willis.
- Pois é, está tudo perfeito na luta do bem contra o mal, esta luta é a dinâmica do filme acontecendo. Ignorar esta perfeição é a única fonte do seu sofrimento. Então, não se preocupe em lutar contra a dinâmica do filme, pois é impossível, se ocupe sim, de instante em instante, em lutar contra sua ignorância da causa do sofrimento.
- Minha ignorância da causa do sofrimento! Como assim?
- Por exemplo, as guerras causam sofrimento, certo?
- Certo.
- Ignorancia sua da causa do sofrimento. Guerras não causam sofrimento, guerras causam destruição.
- E destruição causa sofrimento.
- Não! Destruição causa possibilidade de reconstrução.
- Então, por que eu sofro com as guerras?
- Porque você quer a paz.
- Nossa! Que loucura! Eu sofro porque quero a paz?
- Isto mesmo! O azedo do limão não faz você sofrer, faz você sentir o gosto azedo, só isto. Sofrer pelo gosto azedo do limão é uma escolha sua.
- Não entendi a analogia.
- Me diga, limão tem gosto de que?
- Limão tem gosto de limão.
- E guerra tem gosto de guerra. Ou seja, você não sofre porque limão tem gosto de limão, você sofre porque quer que limão tenha gosto de uva. Esta é a causa do seu sofrimento.
- Aceitar o sabor do filme dá fim ao sofrimento, é isto?
- Você pode mudar o sabor do limão? Da uva? Da guerra? Da paixão? Da saudade? Da inveja? Da alegria? Da tristeza? Da preguiça? Do medo? Do orgulho? Da inferioridade? Da luxuria? Da gula? Da traição? Da amizade? Enfim, do filme humano?
- Sim, posso!
- Então, mude! Está esperando o que?
- Na verdade, não posso.
- Se não pode, lembre-se do que vovó já dizia.
- Quem não tem colírio usa óculos escuro???
- Esta é a vó do Raul, me refiro a sua.
- O que não tem solução, resolvido está.
- Isto mesmo! Limão tem gosto de limão. Você não é obrigado a sofrer com isto.
- E como fica a questão da paz?
- E como fica a questão do limão?
- Limão continua limão.
- E guerra também continua guerra.
- O que muda, afinal?
- Você muda.
- Como?
- Saboreando em paz o filme da guerra.

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O Teste da Banheira

Publicado por Mição em 18/Julho/2008

Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor:

- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?

Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.

- Entendi – disse o visitante – uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.

- Não – respondeu o diretor – uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?

*Dedicado a todos que escolheram o balde.*
***A vida tem muito mais opções, e muitas das vezes são tão óbvias como o ralo, só falta enxergarmos…***

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Palavras ao Vento

Publicado por Mição em 18/Julho/2008

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto. Após muito sofrimento e humilhação ele processou o homem.
No tribunal, o homem disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal…
E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho até sua casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
O juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode comprometer a moral de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.

Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!

‘Sejamos senhores de nossa língua,
Para não sermos escravos de nossas Palavras’.

Lembre-se sempre:
Quem ama não vê defeitos… Quem odeia não vê qualidades…
E quem é amigo vê as duas coisas!!

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