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Posts de Julho 19th, 2008

TCI – Contatos com o Além por equipamentos eletrônicos

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Seria possível falar e gravar as vozes dos falecidos?

E ver a imagem deles do Outro Lado?

Esse tema de pesquisa, é com que trabalha Sonia Rinaldi, já há 19 anos, mesclando ciência e espiritualidade. Com centenas de áudios registrados, com alto índice de reconhecimento das vozes, Sonia tem auxiliado muita gente, sobretudo pais que perderam filhos. Mais que isso, muitos já ver as transfotos de seus queridos que partiram, o que é mais um ítem de comprovação da sobrevivência após a morte.

Convidamos você a conhecer sobre esse fascinante tema, ou seja, a busca da comprovação científica da vida depois da morte, visitando o novo site do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental:

http://www.ipati.org

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O sacrifício de Abraão

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Abraão levou seu filho Isaque para o deserto….amarrou- o a uma árvore e começou uma fogueira em baixo do seu pé.

De repente, uma voz:

- Abraão! Abraão? Que é isso?

- Senhor! Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem! – respondeu Abraão, já com o punhal em sua mão.

- NÃO ABRAÃO! Eu só queria medir a sua fé!

- Mas Senhor….!!!!

- CARAMBA ABRAÃO! SOLTA O MENINO, PÔ!!!!!

Abraão soltou o filho, e o menino saiu em disparada…correu, correu, correu, e Abraão gritava:

- FILHO VOLTE! VOLTA FILHO! O SENHOR TE LIBERTOU!!!!

O menino parou, lá longe, e gritou:

- LIBERTOU “O ESCAMBAL”! SE EU NÃO FOSSE VENTRÍLOQUO, AGORA EU TAVA F…!!!

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Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a paz de Deus

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

O ser humano, embalado em sua ilusão de tudo poder, esquecido de que é um nada em meio à ilusão de realidades que povoam a sua mente, acha que pode reverter o processo de mudança climática em curso. Esquece-se (ou deseja tapar o sol com a peneira) de que este processo é parte de um processo maior de mudança planetária, que inclui a programação de alterações geográficas de expressiva monta, alteração no clima, alteração nas estruturas dos seres vivos e também troca de boa parcela dos habitantes do planeta.

Não se trata de saber quem começou e quem é o culpado pelo “efeito estufa”, nome pelo qual a ciência descreve um processo que desconhece. Esta transição foi programada há muitas eras e a humanidade foi avisada da mesma continuamente. Indicações podem ser encontradas nos Maias, nos Vedas, nos Evangelhos, nas Centúrias de Nostradamus e mais recentemente nas milhares de mensagens que estão sendo disseminadas em todos os países por milhares de mensageiros. Melhor comprovação do CUE tão do agrado dos espíritas e tão atacado por todos os pseudocéticos e pseudocientíficos não existe.

Nada do que está por acontecer, deixará de acontecer pela vontade humana (o inexistente livre arbítrio de fazer), mas cada um será afetado profundamente pelo que sentir, como vai encarar as mudanças já em curso (o absoluto livre arbítrio de ser).

Esqueçam salvamentos miraculosos, naves intergalácticas, arrebatamentos espirituais, e quaisquer intervenções externas. Cada um estará, só, no lugar em que deve estar e no momento devido. Disto não tenham qualquer dúvida. E seja lá o vai acontecer, será sempre para o bem (espiritual) de cada um. Viver ou morrer é absolutamente irrelevante, são apenas provas diferentes.

E o que fazer para superar os acontecimentos que estão em curso? Ignorá-los. Não ignorá-los como os amasiados por si mesmos, que se recusam a pensar nesta possibilidade porque isto seria uma “catástrofe” para os seus egos. Tampouco resignar-se piedosamente “ao que Deus quer”, apesar de desejar que tudo fosse diferente, principalmente para si mesmo e os seus. E de forma alguma dar uma de corajoso e dizer, “vamo que vamo”. Não é por aí. Porque não é nestes momentos que o espírito prova a si mesmo. Prova-se, sim, a cada instante, nas milhares pequeninas provas diárias, que poderá um dia ser acrescentada por mais uma, nem maior ou menor que as demais, apenas mais uma.

E este é uma forma de proceder interior que cada um deve aprender sozinho. Como, a cada instante, compreender que Deus está agindo, em nós e nos outros, por nos e pelos outros e em tudo o que existe. E isto pode levar muito tempo. Até pouco tempo, uns dez anos, este seria o trabalho para uma vida inteira de trabalho a ser realizado através da Yoga, meditação e outras escolas e técnicas milenares.

Mas como “muitos serão chamados” (na verdade já foram chamados), de dez anos para cá, Deus concedeu à maior parcela da humanidade as condições de realizar este trabalho em pouco tempo, alguns anos ou mesmo meses. Cabe a cada um seguir a sua voz interior, aquietar-se e deixar-se levar como uma partícula de pó ao vento ou uma folha em um rio. Sem reagir a nada, sem euforia ou depressão, sem alegria ou tristeza, em cada instante da presente vida. Este é o único caminho, individual, silencioso, desconhecido, que cada um deve começar a trilhar para, libertando-se de suas emoções, fruto dos desejos e paixões, passar a sentir paulatinamente a presença divina em tudo o que existe.

Não existem milagres, existe apenas o que o espírito compreende e realiza.

Escrevi este texto, por acaso, porque na realidade ia comentar o artigo abaixo publicado no Estadão de hoje.

Temos muito pouco tempo. Segundo algumas mensagens o tempo já se esgotou completamente. Agora já é inútil ler, estudar, freqüentar centros, terreiros, igrejas ou pedir opinião ou apoio de guias, dirigentes, padres ou pastores. É tempo de ação. Ação real em nos mesmos e não imaginaria ou ilusória no mundo exterior que só existe em nossas mentes.

Que a paz fique com todos!

Anton Kiudero

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid81342,0.htm

 

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Apocalipse de João

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

“O Apocalipse representa a janela pela qual a humanidade restante poderá passar para o terceiro milênio e sentir a vida nos moldes preceituados pelo Evangelho do Cristo. A felicidade para os eleitos na Terra é hoje mesclada de grandes tormentos, pois as provações coletivas induzem as criaturas a afogadilhas intenções, ao desespero, à vingança e ao ódio. Fugiu do mundo a serenidade, assim como dificilmente nele se encontra o amor; o período é de transição. Que Deus nos abençoe, pois ele é temporário… mas desnorteia aqueles que ainda são fracos na fé.

Nos últimos acontecimentos do orbe terrestre, que finalizarão os dois mil anos, nas grandes catástrofes físicas e morais, quem não tiver fé, dificilmente se salvará. A salvação a que nos referimos é a estabilidade de consciência, é a paz interna no meio das tormentas que se aproximam. Parece, para os céticos, que a fé é sinônimo de fanatismo, e esse engano é que vai levá-los ao caos do terrorismo e da depressão. A vida alegre é a que se consubstancia na luz da Fé, porque ela eleva o espírito até a plenitude do Amor. Queira Deus que despertemos cada vez mais para o Cristo, no resto de tempo que nos é dado, que também representa resto de imprudência. O Apocalipse é um aviso com dois mil anos de antecedência; todavia, o Evangelho, na sua retaguarda, nos fala do clima que poderemos formar em nós, a fim de que não soframos os desastres coletivos.

Quem se apegar ao Amor, aquele que universaliza todos os sentimentos, se livrará da rede selecionadora, que retirará uma grande cota do rebanho para mundos inferiores, onde haverá prantos e ranger de dentes. Quem não acreditar, e cruzar os braços diante do Cristo, dará sinal de que pertence às sombras, e para elas será entregue, pela sintonia do coração. Não vai, neste sentido, haver opressão nem oprimidos, nem tampouco divisões por qualidade, pois cada um receberá o que realmente merecer; essa é a lei da justiça.”

De “Francisco de Assis”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez

 

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Eugênia Dialoga sobre os Últimos 45 Séculos de sua História Espiritual

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.

Em conversa reservada com Eugênia, nesta sexta-feira (como faço todos os dias), pediu-me a querida e sábia orientadora espiritual que entabulássemos um diálogo a respeito dos 12 anos de publicação de “A Princesa do Mediterrâneo” (completados neste domingo, 27 de maio), que acabou por se desdobrar em inúmeros assuntos e curiosidades sobre os quatro mil e quinhentos anos mais recentes de sua trajetória como espírito eterno, numa rara permissão dela a conversar sobre si mesma, com tantos detalhes e intimidades. Eugênia pediu para começar a provocação do colóquio, que segue, abaixo.

O Médium.

(Eugênia) – Contando doze anos, desde a publicação do romance de pretensões biográficas, sobre uma encarnação de minha insignificante pessoa, há seis séculos, resolvi trazer alguns informes que nos (*1) pareceram apropriados, aos prezados companheiros encarnados, e numa forma dialogada, a fim de que mais palatáveis ficassem ao prezado leitor.

(Benjamin) – Certo, Eugênia. Por onde pretende começar?

(Eugênia) – Pelo título. Não deveria ter se chamado “A Princesa do Mediterrâneo”, mas sim: “Uma Alma em Processo de Redenção”, de suas múltiplas limitações, a caminho do que deveria se tornar, em função de seus ideais cristãos. Desde a época do Egito Antigo, quando, dois mil e quinhentos anos antes de nossa era (ou seja: há 45 séculos), estive na condição de uma rainha-mãe, na famigerada cidade de Tebas, precisava dar os últimos acabamentos e correções na conduta da verdadeira responsabilidade ante o vulgo. Fui, no meu entender, naqueles tempos longínquos, há 4.500 anos, por demais distanciada das necessidades populares, ciosa excessivamente dos próprios princípios.

(Benjamin) – Não foi isso que nos disse o Espírito Gustavo Henrique, sobre essa sua antiga reencarnação (*2). Afirmou, inclusive, que era você o grande norte de orientação e equilíbrio de uma elite desassisada no comando da “coisa pública”…

(Eugênia) – O nobre padre Gustavo, mais fã do que aluno – além do quê, um amigo dileto, a quem sou muito grata, pela imagem alcandorada de luz que faz de minha pobre personalidade -, foi também o autor do título que me engalana a alma, com valores que me não pertencem ainda, em caráter absoluto, na nobreza de sentimentos que me deveria nortear continuamente, como o Cristo nos pede.

(Benjamin) – O que quer dizer por nobreza que a “deveria nortear”? Poderia esclarecer nosso leitor sobre o que considera faltar em seu espírito, para que se sinta moralmente satisfeita? Desculpe-me assim perguntar, mas é porque a vemos tão acima de todos nós, que é difícil ver-lhe máculas, de qualquer natureza, que desabonem seus sublimes atributos espirituais.

(Eugênia) – A falha que hoje ainda sinto portar em meu espírito é a mesma que, em medidas maiores, comprometeu-me a tábula indestrutível e de caracteres indeléveis da consciência, que viu, nela inscritas, faltas que até hoje trabalho por compensar. Sou mãe, fui mãe inúmeras vezes, quando reencarnada, e repeti a relação de maternidade com alguns espíritos em particular, de um modo que me jungi, mais especialmente, pelo coração, a estas criaturas, que têm, assim, minha preferência afetiva. Esta preferência, portanto, faz-me sentir extremamente devedora e limitada ante a Bondade de Nossos Maiores, que já lograram granjear, plenamente, o sentido de incondicionalidade do amor universal. São duas conquistas a serem angariadas, em grande medida: o amor universal, e, depois, a incondicionalidade deste amor. Graças à Misericórdia e Paciência infinitas de Deus, pude, no correr dos séculos, arquivar e acrisolar o sentimento de amor por toda a humanidade, de um modo que posso dizer até maternal, pelo que me foi conferida a responsabilidade de conduzir multidões, por intermédio da orientação espiritual. Todavia, dentro deste sentimento de amor maternal por todos, tenho aqueles que gozam de privilégios, no primitivo campo de minha alma revel, pelo fato de terem sido partícipes, por mais séculos, de relações de filiação comigo.

(Benjamin) – A maternidade é considerada o pináculo do sentimento humano, Eugênia, mesmo que seja direcionado a uma ou duas criaturas. Você já sente este ápice de sublimidade por todos, e ainda julga uma limitação vergonhosa o perceber algumas preferências?

(Eugênia) – Compreendo a estupefação que esta minha confidência pode gerar, mas devo reconhecer que, quando temos contato com almas verdadeiramente angelicais, que de todo expurgaram de si as nódoas das preferências, relatividades e inclinações pessoais do universo dos sentimentos, sofremos a angústia de nos sentir pouco dignos de com eles convivermos.

(Benjamin) – Maria de Nazaré…

(Eugênia) – Muitos outros espíritos de escol, abaixo d´Ela, residentes nas próprias faixas espirituais de nosso globo, ostentam esta conquista rutilante da alma.

(Benjamin) – Imagino que raríssimos.

(Eugênia) – São anjos.

(Benjamin) – E por que se cobra isso, Eugênia?

(Eugênia) – Pela minha idade espiritual. Sou espírito velho o bastante para já poder manifestar, em meus arcabouços psíquicos, esta peculiaridade devida a todas as criaturas, no tempo evolucional necessário a cada qual.

(Benjamin) – Deseja algo mais falar sobre o tópico?

(Eugênia) – Não, fiz minha confidência, uma confissão pública, ao molde das antigas Igrejas do Cristianismo Primitivo, a fim de que seja julgada e perdoada por meus irmãos em ideal. Queria tornar declarada minha humanidade. Porque há os que me vêem como o anjo que não sou.

(Benjamin) – Mas sua sabedoria é ímpar, digna de um anjo-gênio.

(Eugênia) – Sabedoria devida ao tempo que tenho de existência nas faixas humanas de consciência, sem nenhum mérito especial para meu espírito.

(Benjamin) – Mas mesmo em termos de luz… de sentimentos… você é mais do que um anjo para nós, querida Eugênia.

(Eugênia) – Agradecida pela deferência, que entendo como um estímulo a que me torne uma pessoa melhor. Entretanto, gostaria de lembrar que existe uma tendência, em meios religiosos, incluindo o espírita, a se idolatrarem figuras célebres de exemplificação cristã. A rigor, nem mesmo Jesus ou Maria poderiam ser objeto de nossa veneração, mas apenas Deus. Todavia, para quem precise de uma Imagem Divina, conforme suas idiossincrasias psicológicas, preferindo uma figura de Pai ou de Mãe, escolha-se o vulto de Jesus ou de Maria, respectivamente.

(Benjamin) – Creio, porém, Eugênia, que aconteça o inverso também, com freqüência. Por julgarmos que só Deus nos merece adoração, no que estamos certos, esquecemos o respeito e a consideração pelas conquistas evolutivas de irmãos mais velhos espiritualmente, com prejuízo para nós mesmos, não é verdade? Tem gente que se sente igual a qualquer criatura na Terra…

(Eugênia) – Sim, é verdade. Muitos desperdiçam grandiosas oportunidades de crescimento, por conta da presunção que os enceguece, impedindo-os de reconhecerem o avanço dos outros. Mas o respeito da criatura por uma outra, mais amadurecida, deve estar vinculado ao sentido de reverência ao mestre, e não de idolatria ao avatar (*3).

(Benjamin) – Adorável Eugênia, quando recebi, de Gustavo Henrique, a narração da “Princesa”, estava, na primeira semana de psicografia (abril de 1994), com 23 anos, e, nas três semanas finais de trabalho mediúnico (abril de 1995), com 24 anos. Àquela altura, já a tinha visto, muito esporadicamente, desde 1988; contudo, somente a partir 1991, começaria a trabalhar tecnicamente, todas as semanas, com as faculdades medianímicas. Logo, não era, nem de longe, o médium treinado que sou hoje. Imagino, ante estas considerações, que haja muitas falhas de filtragem no texto de que agora celebramos doze anos de publicação. Gostaria de ter uma confirmação sua, nesse sentido, e saber se alguma destas distorções involuntárias de conteúdo merece ser destacada, para que se faça revisão adequada dos dados ou dos conceitos lá expendidos.

(Eugênia) – Sim, há falhas, como, de resto, em toda comunicação mediúnica. Mas não no que se poderia supor haver mais. Por exemplo, certas linhas de ocorrência receberam uma condução mais romanceada, para se imprimir uma versão mais agradável ao público contemporâneo, não se tratando, propriamente, portanto, de falhas de filtragem mediúnica. Todavia, sem dúvida, alguns dados ou colocações apareceram, no resultado final, de modo um tanto diferente do que o autor e Nossos Maiores desejavam, originalmente, fosse transmitido ao plano físico. A despeito desta revelação, entrementes, as linhas gerais do texto preservaram o foco essencial, de forma que nem sequer consideramos apropriado apontar um desses pontos em que houve interferência indevida da mente mediúnica. Cabe ao bom senso de cada leitor extrair o que há de útil na mensagem, para si, como, inclusive, deve-se fazer, ao se travar contato com qualquer fonte de informação, seja proveniente do domínio físico ou extrafísico de existência.

(Benjamin) – Não sei se é apropriado perguntar isso – visto que o tema deste diálogo é a obra que trata de sua reencarnação no início do século XV -, mas você corrobora ter sido Bernadette Soubirous?

(Eugênia) – Sim.

(Benjamin) – Às vezes, em termos de personalidade, vejo-a tão diferente dela, que senti cabível a indagação… Perdoe-me, assim, a dúvida.

(Eugênia) – Fui programada, geneticamente, pelo cérebro físico que utilizei, nesta última romagem carnal, a trabalhar, tão-somente, o campo dos meus sentimentos, já que não seria conveniente, à missão que deveria cumprir naquele período, fossem manifestados livremente meus antigos dotes de lucidez intelectual. Servir santamente Minha e Nossa Mãe, numa vida de total sacrifício e renúncia ao eu, foi-me, inclusive, de extrema valia para a depuração espiritual. Saí muito melhor do que entrei, naquela rápida encarnação de 36 anos, além de honrada pelo serviço de canalizar a Mãe Sacrossanta para o mundo.

(Benjamin) – É muito constrangedor, para você, responder-me por que foi escolhida para este ministério grandioso?

(Eugênia) – Em considerando a qualificação “ministério grandioso”, de que fez uso, não vejo diferença substancial entre falar em nome da Mãe Santa e canalizar o Amor Divino, em gestos excelsos como parir, educar e conduzir almas para Deus, através da maternidade. Há uma diferença, tão-somente, de grau e não de espécie. E, amiúde, mães anônimas podem ter mais mérito diante de Deus, pelos esforços morais que fizeram, em considerando o nível evolutivo que apresentavam e as circunstâncias existenciais em que estavam inseridas, do que almas tidas como santas, que se apresentaram ao plano físico apenas para cumprir um mandato de trabalho que receberam antes de reencarnar.

(Benjamin) – Desculpe-me a insistência, e não me responda, se for impertinência de minha parte. Mas por que foi escolhida para este “mandato de trabalho”, como disse?

(Eugênia) – Carma com a multidão e amor maternal pelas criaturas.

(Benjamin) – Amor maternal por todos…

(Eugênia) – Com enormes limitações nesse sentido, como apontei. Mas, sim, era necessário um amor materno universal, para que pudesse canalizar o Coração Excelso de Nossa Mãe Maior, que ama a todos como se cada um fosse seu único filho…

(Benjamin) – Impressionante…

(Eugênia) – Evolução, meu filho… evolução! Todos um dia chegaremos lá… mas, conforme a ladainha da liturgia católica, após muitos “séculos de séculos”…

(Benjamin) – Poderia nos dizer quais foram os equívocos em que se sentiu incorrer, na condição de rainha-mãe, no Egito Antigo?

(Eugênia) – Sim, fui por demais ciosa de meus valores e princípios, bem como de minha casta. Eram tempos realmente difíceis, e a multidão ignorante e primitiva, com que tínhamos que conviver, constituía desafio forte demais ao coração, de modo que me retraí, como a esmagadora maioria de meus pares, no nosso círculo de superioridade psicológica e cultural – digamos assim. Éramos capelinos muito civilizados (*4), reencarnados em meio a espíritos mal-saídos das experiências pré-hominídeas, quase como se fôssemos cidadãos do mundo moderno coagidos a co-existir com primatas das savanas africanas. Mal falavam, não concebiam quaisquer laivos de abstração, não possuíam a menor sensibilidade. Sei que não posso me cobrar ter agido de outra forma, à época, mesmo porque, de fato, ajudei meu filho governante (por isso, digo-me ter sido “rainha-mãe”, já que não tinha poder constituído nas mãos propriamente) a cometer menos erros, nos desmandos do domínio autocrático. Contudo, creio que poderia ter sido mais compassiva do que fui…

(Benjamin) – E foi, na época da Princesa?

(Eugênia) – Sim.

(Benjamin) – Ficou satisfeita com seu nível de sacrifício pessoal por lá?

(Eugênia) – Sim, mas fiquei ainda mais satisfeita com meu trabalho como Bernadette Soubirous.

(Benjamin) – Sem dúvida… transcendente…

(Eugênia) – Apenas o devido, meu filho. Quem segue a própria consciência, nada mais faz que cumprir um dever.

(Benjamin) – Você realmente não poderia ter reencarnado de novo agora, Eugênia. Esta humanidade não poderia compreendê-la. De minha parte, não suportaria vê-la, mais uma vez, pisoteada pela mesma multidão ignara, aqui por baixo…

(Eugênia) – Perdi o merecimento e concessão especiais da Divina Providência de servir aos meus inúmeros filhinhos na Terra, justamente porque eles não são tão mais “ignaros” como disse.

(Benjamin) – Pois eu acho que ainda sejam – você é muito generosa com todos nós. Por isso, porque esteja tão acima do que podemos comrpeender, é bom que me tenham, em vez de você.

(Eugênia) – Da minha perspectiva, acredito que estejam em boas mãos…

(Benjamin) – Falou a mãe tendenciosa (rs). Agora vejo, e deixou claro para todo mundo, realmente, que isso é um problema em você (rs).

(Eugênia) – (Risos) Salve! Que bom que concordamos em algum tópico! (risos)

(Benjamin) – Eugênia, você acabou de revelar, publicamente, ter sido uma capelina. Nunca tive oportunidade de lhe perguntar, quando me disse isso, pela primeira vez, há quase quinze anos, e vou acabar recebendo sua resposta juntamente à multidão. Apesar de o expurgo de Capela ter acontecido há alguns milhares de anos, temos ciência de que os que vieram de lá para a Terra eram, basicamente, criminosos que não estavam mais em condições de acompanhar o nível evolutivo do planeta que possui afinidades físicas com o nosso orbe, que compõe a Constelação do Cocheiro. Sabemos também que, pela distância, em varias dezenas de séculos, deste exílio em massa, os maiores criminosos deste grupo já se sublimaram quase todos, alcançando louváveis culminâncias de luz espiritual, muitos tendo voltado ao seu mundo de origem, outros tendo ficado na Terra, em missão grandiosa na condução dos povos para Deus. Você, claro, é um destes líderes espirituais de nossa população terrícola. Mas tenho curiosidade de saber, se não for indiscrição excessiva, se você veio para cá como um espírito envolvido nas malhas do crime (estranhíssimo e quase engraçado imaginar isso em você, tão santa… que incrível…). E se a resposta for afirmativa, qual teria sido a natureza de seu erro; e, se negativa, por que veio parar em nosso globo.

(Eugênia) – Nada vejo de impróprio em considerar a hipótese de haver sido criminosa. Embora nem toda entidade deva passar pelos corredores escuros da demência moral, todas provêm da sopa protéica primordial que faz a tênue fronteira entre o inorgânico e o orgânico. Embora se possa dizer, num sentido filosófico amplo, que todos tenhamos incorrido em crimes – como o de roubar o tempo alheio; assassinar, aos poucos, a saúde de entes queridos, com as contrariedades que lhes provocamos; seqüestrar a paz dos outros, em algum instante de nosso carreiro evolucional -, tive a felicidade de me não haver envolvido, em nenhum tempo, com atos tidos, pela cultura hodierna, como criminosos, quais sejam, por exemplo: o furto, o homicídio, o suicídio, nem mesmo o adultério. Não vejo esta particularidade a respeito de minha jornada espiritual como mérito à minha pessoa, mas apenas uma feliz escolha por ouvir mais a consciência, em vez da voz do desejo pessoal, desde os tempos de meu primitivismo egóico. Revelo-o de público, ferindo meus escrúpulos morais, a pedido de Nossos Maiores, para que, neste tempo de relativismo excessivo, em que uma minoria degenerada quer fazer crer que todos seriam bandidos e que não passariam de hipócritas os que não demonstrassem sê-lo, fique claro que é possível ser decente e digno em quaisquer circunstâncias, por mais difíceis, e que só se tem a ganhar com isso, espiritualmente, a começar pela própria consciência em paz.

Com relação à sua interrogação, com respeito à minha vinda de Capela, ocorreu motivada pelo mesmo problema que até hoje me prende ao plano humano de consciência: apego excessivo a meus rebentos do coração. Dois de meus filhos foram deportados de Capela. Pedi, então, autorização para acompanhá-los. Um se encontra em excelentes condições espirituais, no meu entender. Outro, entrementes, padece ainda de graves necessidades morais, e quase foi incurso na possibilidade de ser mais uma vez expurgado, para outro mundo, ainda mais primitivo que a Terra, como está para acontecer… como já está, gradativamente, acontecendo, nos dias que correm…

(Benjamin) – Wow! (uau!) Coitado! Depois de tantos milênios, de novo ser expulso de um planeta…

(Eugênia) – Mas esta possibilidade já está descartada, graças a Deus.

(Benjamin) – É que não julgava isso possível… dupla deportação planetária(!) – creio que seja novidade para muitos também -, e com um espaço de milênios, no interlúdio das duas, que poderia ter sido, sobejamente, aproveitado para a melhoria íntima…

(Eugênia) – Compreendo seu pasmo. Porém, meu filho, subjaz sempre, para todas as criaturas, o livre-arbítrio que Deus nos outorgou, com atribuição de inviolabilidade, a fim de que estejamos no universo de sentimentos, conceitos e ocorrências que nos aprazam.

(Benjamin) – Quanto sofrimento isso lhe deve ter provocado, século sobre século, querida Eugênia!…

(Eugênia) – Sim. Foi uma grande graça de Deus ter-me concedido este filho revel, que, até hoje, muito me ajuda a aprimorar meus sentimentos, em direção ao Coração Divino.

(Benjamin) – Lindo!…

(Eugênia) – Correto.

(Benjamin) – Ele está reencarnado?

(Eugênia) – Não, desencarnado, como sabe. Já teve contato com ele.

(Benjamin) – É verdade. Mas é que soube que ele estava para reencarnar, não foi isso mesmo?

(Eugênia) – Sim, mas isso ainda não aconteceu.

(Benjamin) – É o filho que você mais ama, Eugênia?

(Eugênia) – É o que mais necessita de mim.

(Benjamin) – O que mais lhe recebe atenção e amor, portanto.

(Eugênia) – Não, porque ainda não está sintonizado com essa necessidade. Não podemos, a título de amor, por mais puro e desinteressado que seja, invadir o espaço da liberdade alheia, como disse acima. Muito comum que mães (e pais, é claro) percam esse critério de respeito à individualidade dos próprios filhos, no direito, inclusive, de errarem por conta própria, para que conquistem, igualmente, sua grandeza espiritual por mérito pessoal. Quando desci, de Capela, era vinculada aos dois, de um modo que não saberia distinguir qual me causava mais arroubos de afeto. Um deles, todavia, de tal forma se apartou da minha esfera emocional e moral, que só posso, à distância, orar por ele, e, volta e meia, interceder por sua pessoa, favorecendo-lhe situações que lhe propiciem catálise evolutiva. Meu coração, atualmente, é mais vinculado ao outro, e isso já vem acontecendo, de fato, há muitos séculos, por esforço deste último, que, por sinal, me tem servido sobejamente, às tarefas que desdobro pelo bem da multidão. Somos hoje mais colegas de trabalho que mãe e filho…

(Benjamin) – Impossível.

(Eugênia) – É a minha visão pessoal.

(Benjamin) – Eugênia, satisfaça uma curiosidade que creio geral: por que, tendo tido tão luminosas e impressionantes reencarnações – como a gloriosa rainha do Egito Antigo, a pura e santa figura de “A Princesa do Mediterrâneo”, a transcendente, mística e angelical Bernadette Soubirous -, foi você escolher, para se manifestar no plano extrafísico de vida, a aparência e indumentária de Aspásia de Mileto, a controversa hetera, que criava reboliço e escândalo, por muitos mal-vista em seu tempo?

(Eugênia) – Porque, meu filho, nenhuma encarnação foi tão importante para meu espírito, em termos de plena ativação de minhas potencialidades, como a em que me corporifiquei, no plano material de vida, na condição daquela que viria a ser esposa de Péricles. Sendo uma das entidades responsáveis pelo encaminhamento daquele povo aos círculos de luz da responsabilidade de criar as matrizes e paradigmas basilares de ordem filosófica (e, em certa medida, até moral e espiritual) para a humanidade inteira, tive que nascer no seio de outro povo (cidade de Mileto) e ser tratada, por meus próprios protegidos (em Athenas), como uma forasteira mal-vinda. Tive que quebrar preconceitos seculares e me apresentar quase como uma cortesã de luxo. Para estudar e, principalmente, ensinar, precisei criar polêmica, em torno de meu nome, sem, contudo, descoroçoar no intento, que acabei por realizar, de fundar uma escola, na ilustre e inesquecível pólis grega. Por conta disso e conforme determinação de Nossas Autoridades Espirituais, influenciei toda uma geração de pensadores e estadistas, e, destarte, dei o andamento que planejávamos para o progresso daquele povo admirável (disse “planejávamos”, porque faço alusão não só à minha pessoa, como aos demais componentes do Conselho Regente de Athenas, por aqueles dias, do plano espiritual – hoje, me dedico a outras tarefas). Por fim, nada mais apropriado à missão de esclarecer consciências para Deus, que nos cabe enquanto grupo espiritual, até a presente data, provocando as mesmas polêmicas ainda hoje, que envergar aquela toga de mestra grega, que sinto, por assim dizer, como uma “segunda pele”.

(Benjamin) – Mais algo deseja revelar, querida Eugênia, sobre suas passadas existências?

(Eugênia) – Não, satisfeita. Podemos encerrar nosso diálogo.
(Diálogo psíquico travado com o médium Benjamin Teixeira, em 25 de maio de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(Notas do Médium)

(*1) Eugênia altera para o plural o uso da primeira pessoa propositalmente, indicando que não tomou a decisão sozinha, mas assistida pelo Conselho de anciães sábios que ela representa para nós.

(*2) Quem tiver a curiosidade de ler o relato impressionante de Gustavo Henrique a respeito desta reencarnação de Eugênia, procure o artigo “Quatro Mil e Quinhentos Anos Depois…”, publicado neste site, em 02/01/2007.

(*3) No hinduísmo, figura divina encarnada em forma humana. O próprio catolicismo, como se sabe, propõe esse conceito como dogma, mas exclusivamente atreito à personalidade de Jesus.

(*4) O livro “A Caminho da Luz”, psicografia de Chico Xavier, autoria de Emmanuel, alude a uma legião de espíritos que, há alguns milhares de anos, foi degredada à Terra, oriunda de um planeta com fortes afinidades físicas com o nosso orbe. À época, o tal planeta da constelação de Capela estava atravessando o clímax de uma transição de era civilizacional, semelhante ao que ora vivenciamos em nosso globo. Os que não estavam mais em consonância com o nível evolutivo médio daquela humanidade tiveram que ser exilados em um mundo primitivo (o nosso, naquele tempo), a fim de que não perturbassem a ordem e progresso reinantes, e, por meio da lancinante dor de se verem obrigados a coexistir com seres mal-adentrados na condição humana, assim como apartados de todas as benesses de uma civilização avançada, depurassem-se de seus vícios morais, para que pudessem, caso desejassem, retornar ao seu mundo de origem. Constituiu tal expediente, assim, uma espécie de internação numa UTI evolutiva, para que aquelas almas rebeldes se compensassem pelo tempo perdido, e pudessem reingressar no lar planetário d’onde vieram. Muito mais adiantados que o padrão médio dos seres humanos nativos da Terra, onde estiveram reencarnados, deixaram marcas impressionantes de sua grandeza, como foi o caso dos que compuseram a elite do Egito Antigo. Alguns destes espíritos, entretanto, acabaram por criar laços de afeto e compromisso com nossa humanidade de cá, terminando por se transferirem, definitivamente, para nossa família planetária. Eugênia, pertenceria a esta minoria de almas redimidas, que se decidiram por renunciar ao paraíso, para auxiliar na aceleração evolutiva de nosso mundinho, favorecendo a chegada de nossa plena felicidade coletiva.

Links Relacionados no Blogção:

  1. Ouvindo a Voz de Deus. (Como perceber Deus falando conosco, em toda parte.)

 

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PROSA COM EXU – Um diálogo sobre a vaidade

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Por Rodrigo Queiroz

- Salve tu cabra!

- Salve vós Exu!

- Cabra, escreve umas coisas aí.

- Pode falar.

- Existe algo no ser humano que gera muita preocupação a todos nós e que mais complica a vida de vocês encarnados.

- Do que vós está falando?

- Da imperceptível sombra da vaidade.

- Ah sim, conheço…

- Então, vim aqui dissertar sobre isso, e mais me preocupa é o coração dos que se dizem companheiros de caminhada e mais fazem é piorar situações delicadas no relacionamento inter-pessoal e pouco contribuem para o auxilio daqueles que são parte de um conjunto.

- Sei…

- Como disse, a vaidade é uma sombra imperceptível que assola cedo ou tarde a vida de todos neste plano e ela, a suposta vaidade, pode ser em verdade a extravasão de uma série de necessidades do individuo como carências, traumas etc. Existem milhares de facetas desta sombra e garanto, ninguém está livre dela, bem dizendo, aquele que se diz não vaidoso, já o é, pois afirma isto se envaidecendo de uma suposta nobre e mentirosa humildade. Há há há. Tolos.

- Senhor, acho que entendi, mas está um tanto complicado…

- Já explico cabra. Digo que ninguém está apto a apontar ninguém. E aquele que enxerga um “defeito” no outro a ponto de se incomodar, deveria entender que está vendo no outro o seu espelho, reconhecendo nele o que tanto incomoda em si mesmo e por incapacidade de se auto-superar, apedreja o próximo, a fim de anular aquilo que em si o apavora. Complicou?

- (risos) nossa, parece que estou conversando com um analista.

- Há há há. Se estiver complicando é sinal que deve ler e reler estas palavras até que fundo toque sua alma.

- Farei isto Senhor.

- Então continuemos. Coloco a exemplo um grupo, ou melhor, um terreiro. Onde uma comunidade divide um mesmo espaço, conseguinte o mesmo ideal e propósito interno. Sendo assim, para todo grupo o que deve existir é respeito entre si e, respeito não é sorrisos falsos ou tapinhas nas costas. Respeito é algo que poucos sabem e que a falta do mesmo é que promove tanta discórdia e confusões entre os indivíduos.

- Realmente a noção de companheirismo e respeito é diferente de um para outro.

- Certo. Um fator relevante é a atração de afinidades que varia de um para outro dentro de uma mesma comunidade. Até aí tudo certo, portanto, não deve esquecer que aquele que não inspira grande afinidade a você não pode ser descartado do convívio ou dar menos importância, pois conviver com aqueles que só o agrada não trás mérito algum no processo evolutivo do desenvolvimento da tolerância, respeito às diferenças e união de propósitos que deve transcender o umbigo.

- Certo Exu.

- Desta forma, pergunto, sabes reconhecer a vaidade?

- Penso que sim.

- Pensa?

- É, entendo a vaidade na extravasão do ego.

- Ego cabra? Há há há.

- Qual a graça?

- Vocês são tolos, então reconhece a vaidade no ego extravasado? Não me faça rir cabra. Como pode falar de Ego? Então vocês são assim, querem o tempo todo sistematizar o ser humano, espécie esta das mais complexas criações do Criador. Sistematizar é criar estes parâmetros, ou seja, vaidoso é aquele que age assim, assim, assim. Humilde é aquele que se comporta assim, assim, assim. Não, não. Este não é e nunca foi um bom caminho, pois esquecem que cada qual é um ser único, e você tem toda uma estrutura própria, diferente da minha que é diferente dos demais.

- Entendo, então como fica? Se não podemos sistematizar, como sanar problemáticas? Parece que o Senhor como um bom Exu está querendo me confundir.

- Nada disso cabra, não venho aqui confundir, ainda que seja nossa especialidade. Há há há.

- Então esclareça senhor.

- É simples. Quero que fique entendido que antes de qualquer apontamento dentro de uma comunidade é fundamental a análise de si mesmo. E o que está sendo apontado deve passar pelo crivo do respeito e do amor. Percebo que quando isto acontece o individuo apontado não vira motivo de imitações, chacotas ou piadas, estes comportamentos nada mais apresenta do que a podridão do responsável pelo dedo que aponta. O simples deve contribuir para auxiliar aquele que se excede ou mesmo erra sem que se aperceba.

- Errar sem perceber? Mesmo onde existam esclarecimentos?

- Sim, ainda bem que existe uns e outros que não prestam a devida atenção nos ensinamentos, para provocar no orientador a necessidade de renovar suas ferramentas a fim de envolver a atenção dos seus orientados.

- (risos) estou entendendo.

- Cabra todos erram, todos deixam a desejar, será que é tão complicado entender isso? O que deve ser avaliado é o resultado final de um trabalho, isto é realmente importante, e numa corrente, um deve complementar na necessidade e franqueza do irmão ao lado, por isso cada qual é diferente do outro.

- Este é o ideal né Exu?

- Mais que isso, deve ser uma realidade, caso contrário o caos se instalada.

- Sei…

- Assim, não é aceitável apontamentos atrás de apontamentos, crivados pela vontade de ver o outro prejudicado. Não é bem visto “irmãos” que ridicularizam seus “irmãos”, cadê o companheirismo? Cadê o amor? Afinal, onde está a tolerância das diferenças? Se você pensa que não precisa conviver com as diferenças então é chegado o momento de se isolar no cume do monte mais alto que possa encontrar e lá sozinho buscar sua transcendência.. há há há.

- Que ironia Exu!

- Irônico são vocês, bobocas que só perdem tempo, olham demasiadamente para o lado e esquece de si próprio. Estão tão preocupados com o outro sem antes se garantir no trabalho a ser executado. Não digo que olhos devem ficar cerrados, no entanto, abra-os com amor.

- Certo Exu, então o que fazemos quando um companheiro de excede.

- Converse, oras.

- E como abordar isto?

- Bem, primeiramente quando se trata de um terreiro o melhor para esta abordagem é o próprio Dirigente, uma vez que a ele é dada a função de guiar os membros.

- Sei…

- Mas antes é preciso que se observe todo um histórico do individuo, sua história, sua educação, seu signo, seu orixá, sua metas etc. Pois o que parece “vaidade” pode ser um excesso de carinho, de contribuição ou porque não, excesso de dedicação.

- Dedicação se excede?

- Oras, é óbvio que sim.

- Passando por este crivo, então é bom que uma franca, amorosa e longa conversa aconteça, com zelo e preservação.

- Parece fácil.

- Mas não é. E aconselho a todos que não fiquem dando ouvido a tantas falácias de outrem. Faça sempre sua própria avaliação e saiba que sua avaliação estará fatalmente ligada a sua limitada compreensão do meio. Sendo assim amplie sua consciência, conhecimento, amor e compaixão ao próximo. Dê as mãos àquele que acredita necessitar de ajuda, aproxime-se dele e sutilmente contribua no auxílio, caso contrário, cale-se e não crie tanta polêmica sobre aquilo que invariavelmente nem te pertence. Todo julgo já é o retrato de auto-exaltação. No amor reside a compreensão, ou ao menos a sincera vontade de constantemente ser útil para o melhor de todos. Assim cabra, deixo meu salve a todos que este texto lêem e peço uma nova leitura afim de se encontrar nas entrelinhas ou nas linhas…há há há…e que seu coração entenda que mais vale colaborar, contribuir, somar para que os resultados aconteçam.

Ame-se e ame seu meio com tudo o que ele te oferece.

Nas diferenças encontre suas falhas.

Nas semelhanças se fortaleça no aperfeiçoamento.

Na incompreensão aproveite para se olhar no espelho e ver o quanto pequeno és.

Salve tu cabra e salve eu!

Salve sua força Sr. Exu Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas!

Após esta prosa me lembrei de uma lição muito antiga e conhecida.

“Pessoas sábias falam de idéias,
Pessoas medianas falam de coisas,
Pessoas medíocres falam de pessoas”

Ditado no dia 07/06/07
Rodrigo Queiroz

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Ouvindo a Voz de Deus. Como perceber Deus falando conosco, em toda parte.

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Existe, na cultura terrena de hoje, uma série de paradigmas inadequados, para o entendimento de Deus e Sua relação com as criaturas, sobremaneira as conscientes, como nós. Vamos destrinchar, resumida e didaticamente, duas lições capitais a respeito, logo abaixo, que acabam se enfeixando numa só: ouvir, apropriadamente, a voz do próprio Eu-Transcendente.

A primeira, que nos merece especial atenção, é a de que os guias espirituais ou mestres encarnados podem ser grandes representantes d’Ele-Ela, mas, para serem ouvidos e compreendidos em profundidade (ou mesmo de modo elementar), precisarão encontrar, no coração dos discípulos, terreno fértil e permeável à semeadura do bem. Não adianta, assim, esperar deles o que eles, humanos e limitados, embora veneráveis em suas conquistas evolutivas, possam-nos ofertar, porque as dádivas que nos podem transmitir estão sempre condicionadas ao quanto lhes podemos apreender dos tesouros de sabedoria e amor.

Em segundo lugar, supõe-se, que o Criador esteja distante demais, por grandioso excessivamente, para que Se ocupe com assuntos que seriam de somenos importância, concernente às Suas criaturas que, em tese, seriam insignificantes, “residentes”, na periferia do universo. Tal perspectiva, que humaniza o Ser Absoluto, que não tem limites, é, simplesmente, blasfema. Deus escuta a criatura mais aparentemente sem valor, como percebe o anjo mais radioso, no paraíso. A questão, todavia, é que Ela-Ele fala por múltiplos modos, e, de acordo com o nível de maturidade e lucidez do ser, poderá compreender mais ou menos do que Seu(Sua) Senhor(Senhora) lhe diz, por meio de sinais da sincronicidade, falas judiciosas de conselheiros ou terapeutas, textos sagrados das tradições espirituais, mas, SEMPRE, passando pelo filtro universal da voz da própria consciência-intuição, pois que tudo externo soará vazio ou absurdo, se não encontrar eco nas expressões profundas do próprio espírito. Em suma, sem ressonância com as estruturas do próprio psiquismo, nem a deliberação livre e consciente do indivíduo por ouvir tais reverberações psicológicas em si mesmo, nenhum valor externo pode ser introduzido em seu cosmo interior.

Presta atenção nos alvitres que te são transmitidos pelo Senhor do Universo. Notarás uma flama no peito, a inclinar-te as atitudes, no sentido do amor e da paz, do serviço e da responsabilidade para com compromissos assumidos. Sentirás, de reversa maneira, uma apreensão indefinível, na câmara profunda da alma, a dizer-te o que deves proibir-te fazer.

Pela voz da consciência, diretamente; por fala amiga de conselheiro respeitável ou de afeto que te mereça veneração; pela leitura de página elevada de espiritualidade; pela escuta a palestra ou culto religioso inspirados pelos Representantes de Mais Alto; pela fala de uma criança ou de um passante da via pública – não importa como te venha a Voz de Deus, reconhecê-la-ás, internamente, por uma vibração inconfundível que te trepidará os estratos mais dignos e nobres de ti mesmo. Perceberás, em seguida, que o coração te pedirá aja ou deixes de agir de determinado modo, e, se não lhe atenderes os conclamos, serás tomado de remorsos candentes, que, então, dar-te-ão a prova cabal de, realmente, haveres tomado rumo equivocado e ignorado a Voz da Verdade (ainda que parcial, para ti apenas e naquele momento).

É evidente que existe o preconceito, a produzir frutos indébitos de moral, castrando criaturas, em função de convenções e tradições que consideram apenas interesses de grupo e seita. Mas, além desta voz sinistra e opressiva, existe o padrão profundo do próprio ideal, dos princípios que te conduzem a existência e o espírito, dos valores universais de respeito à criatura humana, ao direito, à justiça, à ética, à espiritualidade.

Ser honesto, justo, generoso, probo em todas as iniciativas e atitudes não constitui atitude retrógrada ou fossilizada, mas indica uma consciência atuante, no nível do comportamento de um indivíduo, revelando o nível de elevação dos sentimentos que logrou galgar, pelo longo processo evolucional.

Alguém pode reproduzir, parcialmente, a conduta reta da alma ilibada. Mas esta pessoa não terá como demonstrar hombridade continuamente, e trairá, cedo ou tarde, seu padrão legítimo de consciência, seja de parcial imaturidade ou mesmo de dissimulada desonestidade.

Faz este esforço, prezado companheiro, de estares sempre em comunhão com as faixas mais transcendentes de teu arcabouço psíquico. Respeita tua natureza, as atuais condições evolutivas que portas, sem almejar ser o que ainda não podes, nem exigires de ti próprio o que não está em tuas possibilidades realizar. Mas, ainda assim, manifesta o teu melhor em todas as tuas atitudes.

Em suma, aprende a ouvir sempre, dando-lhe supremacia sobre as outras vozes mentais, a fala mansa, profunda e decente da própria supraconsciência (*), que quer serviço, responsabilidade, paz e mesmo alegria (a verdadeira, porque duradoura e sem o desdouro da culpa) em todos os sentidos.

Para tanto, faze da oração um hábito permanente; e, da paz, a bússola constante a te balizar os movimentos, para que a Voz de Deus possa Se interpenetrar nos refolhos de teu psiquismo, infiltrando-Se em tuas escolhas e reações, ações e pró-ações ante a vida.

Através da voz sutil, mas profunda, de tua consciência (ou superconsciência), teus guias espirituais te sussurrarão sugestões fraternas de aproveitamento potencializado dos recursos da existência, em todos os aspectos, oportunidades e departamentos possíveis.  Por meio do alinhamento a ela, encontrarás, invariavelmente, os melhores frutos de paz, segurança, amor e genuína felicidade.

(Texto recebido em 8 de maio de 2007. Revisão de Delano Mothé.) – Salto Quântico (www.saltoquantico.com.br)

(*) Eugênia utiliza o termo, para diferenciar esta voz do espírito da voz do moralismo preconceituoso ou do superego, conforme conceituado por Sigmund Freud.
(Nota do Médium)

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Teste Cerebral – Sentido Horário ou Anti-Horário?

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Observe a figura de fundo. Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher girando no sentido horário,  significa que trabalha mais o lado direito do cérebro. Se, no entanto, você a vê girar no sentido anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro. Faça a experiência…

O teste é realmente sensacional. Comecei vendo o giro no sentido horário.
Quando começo a formular mentalmente questões matemáticas (que usam o lado racional do cérebro, o esquerdo), imediatamente ela muda o sentido de giro para anti-horário. Se eu começo a cantar, nova mudança para o sentido horário (cantando você usa o lado direito, subjetivo, artístico).

O mais interessante nessa fórmula que encontrei é que consigo ver o instante em que ela pára e muda o sentido de giro. E as alternâncias provocadas pelos focos em temas objetivos e subjetivos sempre  funcionam conforme indicado no primeiro parágrafo.

Dica do Carlos Alberto Teixeira, o CAT do caderno “Informática Etc….” – do “O GLOBO”

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Espetáculo Teatral – Getúlio Vargas em Dois Mundos

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

(clique na imagem para ampliá-la)

Maiores detalhes:
(11) 5542-7570 / (11) 9173-7955 – Lurimar

www.espacoculturaljucachaves.com.br

19 de Outubro – Última apresentação

Getúlio Vargas despede-se de São Paulo e inicia nova temporada no Rio Grande do Sul.

GETÚLIO VARGAS EM DOIS MUNDOS

Numa produção inédita da Companhia Teatral Áquila Prisca apresenta o espetáculo Getúlio Vargas em Dois Mundos ( Espaço Cultural Juca Chaves), até 19 de Outubro de 2008. A montagem que se baseia em livro, de mesmo nome, ditado pelo Espírito Eça de Queirós à médium Wanda Canutti, que já se encontra em sua 18ª edição (Editora EME).
O espetáculo, uma nova carta-testamento do ex-presidente ao povo brasileiro, lança luzes sobre aqueles tumultuados dias da vida política nacional que levaram à morte de Getúlio, na noite de 24 de agosto de 1954, no palácio do Catete, Rio de Janeiro, antiga capital da República.
Com grande elenco e Claus Di Paula no papel principal, Getúlio Vargas em Dois Mundos é um espetáculo instigante que convida o público a refletir sobre a imortalidade e a inutilidade do suicídio. ‘O maior desapontamento de Getúlio não foi com a política, mas consigo mesmo, ao reconhecer-se vivo, no além-túmulo, e perceber que a Vida continua’, destaca Ruben Espinoza, responsável pela adaptação do texto.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO


Nome do Espetáculo: Getúlio Vargas em Dois Mundos.
Gênero: Drama.
Classificação: 10 anos.
Autor: Wanda A. Canutti – EDITORA EME.
Adaptação: Ruben Espinoza.
Direção: Maurycio Madruga.
Figurinista: Lia Roselli.
Cenografia: Lurimar Vianna.
Iluminação: Ronaldo Egitho.
Trilha Sonora: Maurycio Madruga.
Fotografia: Rodrigo Pozo.
Elenco: Claus Di Paula, Gustavo Belchior, Priscila Moscatelli, Rogério Costa, Vandir Pereira.
Assessoria de Imprensa: Rubens Toledo e Alexandre Biondi.
Produção Geral: Companhia Teatral Áquila Prisca.
Espaço Cultural Juca Chaves – Rua João Cachoeira, 899 – Itaim Bibi – Dentro do Hipermercado Extra. Fone: 3073 0044 – Estacionamento gratuito. Sábados e domingos às 18h –
Até 19 de Outubro de 2008.
Valor do ingresso: Preço Único: 10,00
Informações e Reservas ; (11)  9173 7955 Lurimar – Produtora
Release:Vargas reflete sobre aqueles dias difíceis no Palácio do Catete que culminaram na sua morte e deixa uma segunda carta ao povo brasileiro. ‘Tentei sair da vida, mas o que encontrei foi vida além da vida.’

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Voando como Águia

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Recado de uma Grande Amiga, Tizão (Patrícia Cancian), deixado em minha página do Orkut:

Mesmo que o inimigo queira te ver caído
Triste, ferido e abatido, jamais se renda não se entregue,
Foi DEUS quem te escolheu.
Mesmo que muitos esperem pra ver sua derrota
Creia que foi DEUS quem lhe abriu a porta,
Os planos do inimigo não vão prevalecer
Ainda que lancem pedradas pra lhe atingir
Pode ter certeza, se você cair
A mão do SENHOR vem pra levantar você
Creia ninguém vai vencer um Escolhido de DEUS,
DEUS abala a terra, move o céu pra lhe dar vitória, Ele é fiel!
DEUS dá força aos cansados e vigor aos fracos
e desanimados.
Até os jovens se cansam, até os moços perdem
as forças e caem de tanto cansaço, mas os
que esperam no SENHOR sempre renovam suas energias.
Caminham e não perdem as forças.
Correm e não se cansam, sobem …
VOANDO COMO ÁGUIAS”.
(Isaias, 40:29-31)

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