Cruzada da moralidade (2) – AO POVO BRASILEIRO
Publicado por Mição em 24/Julho/2008
Diário Catarinense II
18 de julho de 2008 | N° 8134 Alerta
Moacir Pereira
Cruzada da moralidade
Reunidos em assembléia nacional na capital baiana, os dirigentes das 2.557 lojas que integram a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil decidiram emitir uma proclamação pública, propondo uma cruzada nacional de moralização política. A proposta de eliminação dos candidatos com “ficha suja” nas próximas eleições partiu da Grande Loja de Santa Catarina. Vem reforçar mobilizações semelhantes da Associação dos Magistrados Brasileiros e do Conselho Federal da OAB. Foi formalizada pelo grão-mestre José Domingues Rodrigues. A confederação reúne mais de 100 mil maçons em todo o país.
A manifestação avaliza, também, o movimento desencadeado pela Justiça Eleitoral, visando a impedir que concorram no próximo pleito candidatos que respondam a processos criminais e que maculem a ética política. Faz uma convocação a todos os maçons do Brasil a aderirem à cruzada nacional, com posições firmes em relação a outros temas polêmicos que monopolizaram o noticiário nas últimas semanas. Resumidamente:
1. Convoca todos os maçons e a sociedade a fazerem parte da cruzada, não votando naqueles candidatos que obtenham seus registros via artifício jurídico, como forma de bani-los, vez por todas, do cenário político, fazendo desse ato marco fundamental na vida pública nacional;
2. Apela para que o Congresso Nacional não homologue a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, por violar princípio constitucional e se constituir em ameaça à integridade territorial do Brasil;
3. Manifesta confiança no Supremo Tribunal Federal na questão polêmica da área indígena “Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima, e que decida pela preservação da soberania brasileira, pela demarcação do território contínuo e fronteiriço, para atender apenas os interesses nacionais”;
4. Externa grande preocupação “com o gradativo e incentivado despovoamento das fronteiras amazônicas, a pretexto de criação de unidades de conservação ambiental e/ou indígena, restringindo o ingresso de brasileiros, e com ausência do poder publico”.
Campanha
A delegação dos maçons catarinenses retornou ao Estado com a disposição de fazer a mais ampla divulgação das decisões de sua última assembléia. O encontro maçônico coincidiu com as últimas operações realizadas pela Polícia Federal, com prisões de notáveis do setor financeiro e a polêmica envolvendo a Justiça Federal e o STF.
Pretendem fazer um movimento educativo de conscientização massiva do eleitorado para dar praticidade às decisões tomadas no encontro de Salvador. A Grande Loja destacou, na proposição, a parceria que mantém em Santa Catarina com o Ministério Público, com um canal de comunicação “para oficializar denúncias de falcatruas, malversação do dinheiro público, bem como tudo o que fere a honestidade e a ética, quando praticados pelos mandatários políticos”.





