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Arquivo da categoria ‘Dicas de Leitura’

O Livro dos Médiuns

Publicado por Mição em 28/Abril/2009

O que é Médium? Qualquer um pode ser Médium? Qual o significado de Mediunidade? …

Existem muitas perguntas em torno do assunto Mediunidade.

Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, explica que todos os indivíduos são mais ou menos médiuns, no sentido de que somos influenciáveis pelas sugestões alheias, podendo estas partir de espíritos desencarnados que nos desejam influenciar. Isto se dá através da sintonia mental, de forma espontânea e natural, surgindo na mente do indivíduo como uma idéia, um pressentimento, que são também chamados de “intuição”. Isto pode estar sendo lançado por um espírito desencarnado, e a pessoa aceitará a idéia ou não, sujeito ao seu livre arbítrio.

“Médium” signfica exatamente o que a palavra sugere, ou seja “aquilo que está no meio”, como explica-nos o Codificador.

O médium, é o mediador do mundo dos espíritos e do mundo físico. É aquele que trás a Luz, o Amor e a Misericórdia de lá para cá, e leva as angústias, ador, sofrimento, mas também a esperança daqui para lá!

A terminologia, criada por Kardec, como “Espírita”, “Espiritismo”, “Perispírito”, etc, foi proposta por ele, para que nosso entendimento fosse o mais facilitado possível. Entretanto, a “mediunidade” , ou seja, aquele que possui a faculdade de médium, não foi inventada, ou criada por ele, ou pelo Espiritismo, tampouco pelos Espíritos.

Tal faculdade humana sempre existiu. Nosso Mestre Maior, Jesus, era o Médium do Cristo. Abraão, Elias, Moisés, Buda, Krishina, enfim, todo Espírito elevado, encarnado com a missão de alavancar a moral da humanidade terrena, foi médium dos Espíritos da Luz, prepostos de Deus, para que Seus ensinos e mensagens, pudessem chegar até nós.

A história registra que civilizações antigas, bem como as tribos mais isoladas, infiltradas nas florestas ou desertos, cultuavam os espíritos e comunicavam-se com eles também.

Há registros de que há 60.000 anos antes de Cristo, surgimento do Homo Sapien Sapiens, o homem passou a “cultuar os mortos”, tendo os primeiros indícios de rituais de sepultamento. É possível que, com o despertar de seu entendimento, e consequentemente a certeza que a morte era o destino de todos, passou a “respeitar” os integrantes de seu grupo, já sem vida, em vez de deixá-los estirados em qualquer lugar, como os animais ou como seu antecessor, o Homo Sapiens, faziam. Teria, nessa época, auxílio dos Irmãos Espirituais, responsáveis pelo nosso orbe, insuflado em suas mentes limitas, o princípio de sua elevação moral? Pessoalmente, quero acreditar que sim.

Portanto, está provado, pela história, e não pelo Espiritismo, que a mediunidade é algo natural do ser humano. Sendo assim, podemos concluir que a mediunidade não depende de religião, cultura,  idade, raça ou sexo.

Antes, tais conhecimentos em torno da “Comunicação com os Espíritos”, eram reservados apenas para Iniciados de Escolas Ocultistas ou de Irmandades Filosóficas Secretas. Mas, Allan Kardec, veio por meio de seus estudos, experimentos e orientações dos Irmãos Espirituais, desvelar esses mistérios e trazer à tona todo esse conhecimento ao publicar um novo livro Revelador.

Guia dos Médiuns e Evocadores, ou simplesmente, O Livro dos Médiuns

O Livro dos MédiunsO Livro dos Médiuns, ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores , é a segunda das cinco obras básicas do Espiritismo, publicada em 1861,  por Allan Kardec.

De acordo com uma explicação mais formal, podemos afirmar que, O Livro dos Médins “versa sobre o caráter experimental e investigativo da Doutrina Espírita, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma “nova ordem de fenômenos”, até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.” (O Livro dos Médiuns – Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_dos_Médiuns).

Os fenômenos estudados por Allan Kardec, em meados do século XIX, os quais podemos dizer como precursores da Doutrina Espírita, foram os das “Mesas Girantes”, seguidos de fenômenos de deslocamento de objetos.

A busca por explicações racionais, levou Kardec a investigar tais fenômenos por dois anos, chegando à conclusão que, tais ações só eram possíveis devido a interferências de pessoas especialmente aptas em mediar tais “manifestações inteligentes”.

Logo em seguida, vieram as comunicações através de sons produzidos em mesas, onde estabeleceu-se que as perguntas de um entrevistador, deveriam ser respondidas com “uma batida para sim e duas para não”. As comunicações, com o passar do tempo, evoluíram, adotando-se primeiramente a utilização de um cesto com um lápis amarrado à uma de suas extremidades, utilizando-se uma ou mais médius que seguram o objeto. Pode-se dizer, que esse métido é o precursor da Psicografia.

A diversidade dos tipos de comunicações, aumentaram, e devido à também diversidade de pessoas com uma aptidão mais apurada para um tipo e outros para outros, levou a Allan Kardec examinar cada caso cuidadosamente, onde veio a resultar o Livro dos Médiuns.

O Livro dos Médiuns, é o tipo de literatura que deve ser estudada por todo trabalhador da Seara Bendita do Mestre Jesus, pois nos ajuda a entendermos os nossos dons, únicos, de maior ou menor intensidade, que nada mais são que ferramentas que devemos utilizar para a verdadeira prática da Caridade.

Com esse livro, pode-se entender os fenômenos da Psicografia, Clarividência, Clariaudiência, Psicofonia (vulgo Incorporação), enfim, os inúmeros tipos de manifestações mediúnicas existentes.

Espero que você goste.

Abraços Fraternais

Mição

Links Relacionados:

Quadro Psicopictografado

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O saber maçônico ao alcance de todos

Publicado por Mição em 26/Março/2009

Fonte: Verdes Trigos – 25/03/2009

Trilogia do Templo (Record, R$ 137,70 – Box), escrita ao longo dos últimos dez anos, tem sido considerada obra essencial para os maçons brasileiros, pelo material que disponibiliza e revela a todos que desejem não apenas entender a Ordem maçônica, mas principalmente estabelecer para si mesmos um caminho de busca e crescimento. Baseados em pesquisa histórica e comportamental, disponibilizam para os leitores os fatos da vida cotidiana nos períodos em que se passam, além dos pensamentos e atitudes dos homens das respectivas épocas, todos personagens históricos que têm finalmente reveladas as suas motivações e anseios. Romances de aventura e formação, Johaben: Diario de um construtor do temploZorobabel: Reconstruindo o templo Esquin de Floyrac: O fim do templo, todos de Z. Rodrix, trazem as descobertas sucessivas pelas quais passam os personagens enriquecem muito a experiência pessoal de cada leitor. O primeiro livro da trilogia foi lançado em 1999 e o último em 2007, na Bienal do Livro. Desde o início do mês, um Box com os três volumes está nas livrarias e mais de 25.000 exemplares já foram vendidos, somando os três livros.

capa_livro_johaben

Johaben: Diário de um construtor do templo

capa_livro_zorobabel

Zorobabel: Reconstruindo o templo

capa_livro_esquin_de_floyrac

Esquin de Floyrac: O fim do templo

 

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O Espírito de Dom Hélder se manifesta em livro psicografado

Publicado por Mição em 26/Março/2009

Colaboração: Juraci Konarzewski

Fonte: Portal Guia São José – Colunista Jefferson – 25/02/2009.

NOVAS UTOPIAS
O Espírito de Dom Hélder se manifesta em livro psicografado

capa_livro_novas_utopiasRecentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico “Novas Utopias“, trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1.999 em Recife, Pernambuco.
É do conhecimento geral, principalmente dos católicos brasileiros: Dom Elder Câmara foi um dos fundadores da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro, cuja luta, nesse processo político da nossa história, o notabilizou no mundo todo, Leia o resto deste post »

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Comprovando a Reencarnação – por Mição

Publicado por Mição em 25/Março/2009

Allan Kardec, pseudônimo do francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Estes adjetivos foram importantes para a sua missão de Codificador do Espiritismo.

A Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos, nos ensina que ela é sustentada por três pilares: Ciência, Filosofia e Religião.

O Espiritismo não é a religião da fé cega, seja pela força ou pela conveniência Leia o resto deste post »

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Carlinhos – Um Presente de Deus

Publicado por Mição em 23/Janeiro/2009

É comum ao encontrarmos uma amiga, colega ou conhecida, quando grávida, perguntarmos se ela já sabe o sexo da criança.

Mais comum ainda, quando tendo ou não a preferência do sexo, é ouvirmos como resposta,  a seguinte frase: “O importante é que venha com saúde!”. Isso quando, nós mesmos, não obstante, a desejamos.

Ora, como se a tão desejada “saúde”, fosse condição para uma mãe, ou os pais em geral, sentirem mais amor por esta alma a caminho de sua jornada terrena.

“Crianças” especiais – lêia-se Espíritos em situações especiais – escolhem onde querem nascer, e geralmente, em famílias especiais. Aliás, todo e qualquer ser reencarnante, pede para nascer e em que família, e em quais circunstâncias. Mas este último, é assunto para outro “bate-papo”.

Carlinhos - Um Presente de DeusE assim é “Carlinhos –  Um presente de Deus”. É uma criança especial, que escolheu uma família humilde, de poucos recursos materiais, mas de uma riqueza de amor, fé, dedicação e esperança.

Carlinhos nasceu no ano de 2004 em Belém do Pará, com saúde frágil – descoberto somente meses depois – na época, os médicos supeitaram ser  uma doença chamada de Síndrome de “Prader-Willi”, onde segundo a ciência, trata-se um tipo de defeito no cromossomo 15, que provoca distúrbio no metabolismo causando  obesidade, diminuição do tônus muscular, dentre outros problemas. Entretanto, hoje já se sabe que seu problema é de Obesidade Mórbida, provocada também por uma deficiência em seu metabolismo.

Para se ter idéia, Carlinhos quando tinha apenas um ano, já pesava trinta quilos.

Este pequeno livro de leitura rápida e de escrita simples, conta uma grande história, que para Carlinhos e sua família, está apenas começando.

“Carlinhos – Um Presente de Deus”, é narrado por Vilma dos Santos Silva, sua dedicada e batalhadora avó materna.

Aqui ela nos mostra toda sua luta, dificuldade e todo tipo de provação que vem passando, para alcançar a benção da cura de seu neto, este presente de Deus. Não é uma luta isolada, claro, pois sua filha Vera (mãe de Carlinhos), também participa dessa batalha.

Em suas “ídas e vindas”, em hospitais, clínicas e até em uma retransmissora de televisão local (Belém), Vilma, Vera e o neto, conheceram muitas pessoas e puderam perceber o quanto elas são solidárias. Por meio do contato com a rede de televisão, eles são convidados a irem à São Paulo – Capital, para gravarem um programa na sede emissora dessa unidade de Belém, e com isso, encontram novos recursos e alternativas para o tratamento de Carlinhos.

Vilma , passa a ter mais esperança e uma fé maior, pois a exemplo de Belém, as pessoas de São Paulo demonstram sua preocupação, seu carinho e oferecem, como podem, sua ajuda.

Mas não somente as pessoas procuram auxiliar. Hospitais, clínicas e entidades ou empresas da área de saúde, também se oferecem a estudar o caso de seu neto e oferecem tratamento.

Carlinhos, essa criança especial, que escolheu uma família especial, para não ser diferente, acabou escolhendo aqui na Terra, um anjo-da-guarda, também especial. É mais uma nova aquisição para esta “frente de batalha”.

Como o acaso não existe, eis que Luís Ramos Garcia, um paulistano residente em Mogi das Cruzes-SP, ao ver a matéria na televisão, sobre o drama de Carlinhos e sua família, é tomado por sentimentos de angústia, aliado a carinho, ternura, amor e saudade. Isso o impulsiona a ir encontrar Carlinhos em São Paulo. Tentou encontrá-lo na sede da rede de televisão, no hotel onde a família estava hospedada, enfim, estava decidido e graças à sua persistência, conseguiu o tão almejado encontro.

O primeiro contato, na verdade, teve a emoção e o sabor de um reencontro.

Tomado de tanta emoção, Luís adota Carlinhos como seu “filho do coração”, e desde então, participa, mesmo que na maioria das vezes, à distância, de todo o seu tratamento, de seus progressos e dramas. Auxilia no que lhe é possível, tanto que, juntamente com Vilma resolvem criar e publicar este livro.

O livro de Carlinhos, apesar de sua simplicidade, nos convida a refletirmos sobre o que nós nos propomos a realizar em nossa vida.

Nós viemos ajudar ou sermos ajudados? Somos o personagem principal, o coadjuvante, o figurante ou meros expectadores dessa história chamada VIDA?
Quem é o nosso “Presente de Deus”? Somos o “Presente” de alguém?

Leia,  reflita e descubra a sua resposta.

Carlinhos – Um Presente de Deus
Autores: Luís Ramos Garcia e Vilma dos Santos Silva
Edição: Ferrari Editora e Artes Gráficas

A aquisição, é feita diretamente com o Autor:
luislitteris@yahoo.com.br

TODA A RENDA DA VENDA DESTE LIVRO, SERÁ REVERTIDA PARA O TRATAMENTO DE CARLINHOS

“Doar é descobrir-se”

Luís Ramos Garcia

 

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Desobsessão e Apometria

Publicado por Mição em 1/Novembro/2008

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O Livro dos Espíritos

Publicado por Mição em 4/Outubro/2008

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Estas são as perguntas cruciais que toda a humanidade se faz. E ainda temos: O que acontece depois, quando morremos? Existe vida após a morte? Os animais têm espírito? e muito mais.

Allan Kardec, pseudônimo do educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob a orientação dos Espíritos Superiores, liderados pelo Espírito da Verdade, publicou na França, no século XIX, mais precisamente em 18 de abril de 1857, o primeiro livro da Codificação da Doutrina Espírita, intitulado “O Livro dos Espíritos” (Le Livre des Espirits).

Este livro de perguntas – de Allan Kardec – e respostas – dos Espíritos, foi cuidadosamente organizado com seus 1.019 tópicos (somente na segunda edição, pois a primeira, continha apenas 550). Trata-se do primeiro livro de uma série de cinco, que compõem a Codificação. Comentaremos em outros artigos, sobre os demais livros, oportunamente.

O Livro dos Espíritos, contém os Princípios da Doutrina Espírita, explica sobre a natureza dos Espíritos e de sua relação com os homens, trata das leis morais e ensinos filosóficos, respondendo ainda, as primeiras perguntas da abertura deste artigo. Fala sobre a imortalidade da alma, de sua preexistência. Desvenda para nós, sobre vida passada, presente e futura da humanidade.

Apesar de ser do século XIX, nunca se viu assunto em sintonia com a atualidade. É um livro esclarecedor, para estudarmos, aprendermos e dentro do possível, praticarmos.

Você, sendo Espírita ou não, recomendo que leia este livro, pois é uma ótima fonte de pesquisa e estudos para a compreensão dos desígnios de Deus para com a humanidade.

Boa Leitura

Mição

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Apocalipse: uma Interpretação Espírita Das Profecias

Publicado por Mição em 23/Julho/2008

Trecho do livro
Apocalipse uma Interpretação Espírita Das Profecias
De Robson Pinheiro pelo espírito Estêvão

“Vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.

Vi também um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro, e de lhe romper os selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.

E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.” Ap 5:1-4

No desdobramento experimentado por João na ilha de Patmos, ele foi conduzido a outra dimensão da vida, onde lhe foi ampliada a segunda vista e pôde observar os fatos registrados nos planos superiores, a respeito dos acontecimentos que se realizariam em diversas épocas da humanidade.

Por mais claros que se revelassem ao profeta os acontecimentos mundiais, ser-lhe-ia impossível a descrição fiel desses fatos, pois faltavam-lhe termos adequados para a comparação necessária.

João utiliza-se, então, da linguagem simbólica, tão comum ao seu povo. O próprio Jesus havia se utilizado do simbolismo das parábolas para dedilhar, nas cordas sensíveis do sentimento humano, o hino enaltecedor do Evangelho, como realidade eterna. Profetas como Isaías, Ezequiel e Daniel utilizaram-se também de figuras representativas, transmitindo ao povo de Israel os apelos e alertas do Alto.

Eis que o discípulo amado de Jesus, recorrendo a figuras de linguagem, formas externas, transmite à posteridade lições preciosas a respeito de acontecimentos mundiais, históricos e proféticos.

O profeta tem uma característica peculiar: é um médium, um sensitivo que pode subtrair-se do plano físico, da realidade objetiva, e expandir sua consciência além da dimensão material, penetrando no fluxo das realidades de todas as coisas, de todos os acontecimentos. Sua mente é projetada entre as dimensões e, ao retornar do êxtase ou transe consciencial, traz pálidos lampejos do que presenciou. Muitas vezes não consegue transmitir as imagens, devido ao peso vibratório da matéria, próprio do corpo denso, que amortece as lembranças do sensitivo. Para o médium, muitas vezes, sua faculdade e as limitações que a envolvem são muito naturais.

Sabe-se que a mediunidade se manifesta de formas variadas, mas, segundo o relato do próprio apóstolo no início do livro, ele foi “arrebatado em espírito” (Ap 1:10), ou seja, desdobrado para o plano espiritual, onde o emissário celeste revelou-lhe os acontecimentos.

Vemos, no Apocalipse (Ap 5:1-2), a figura representativa de um livro especial, selado com sete selos.

O livro em todas as épocas foi o símbolo do conhecimento, da sabedoria. Era costume que os reis selassem os documentos importantes com seu próprio selo, significando, com isso, a responsabilidade ante o conteúdo.

A figura utilizada por João é bela, contendo profundo significado. Examinemo-la novamente:

“Vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.

Vi também um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro, e de lhe romper os selos?” Ap 5:1-2

Perante a importância do conteúdo, do que seria revelado quanto ao destino da humanidade, era imperioso encontrar alguém que reunisse condições morais suficientes para administrar os destinos do homem com sabedoria.

Aliada à moral elevada, a sabedoria era imprescindível, a fim de que os acontecimentos não fugissem aos limites traçados pelas leis sábias que regem os nossos destinos.

O homem é, na realidade, o único ser que pode forjar o próprio destino, embora esteja restrito aos ditames da soberana lei da vida. Quando, com o uso indevido do livre arbítrio, ele ameaça a estabildade geral da obra divina, limites naturais lhe são impostos, a fim de que não interfira negativamente.

Deve, nesse caso, se submeter aos preceitos da Lei Maior, que determina, a cada um, colher conforme a semeadura.

Quando, em algum lugar no universo, algum ser ou alguma parte se rebela, ou quando por seus atos provoca mudança na ordem natural, entra em ação a lei do carma, que tudo regula, tudo orienta para a harmonia geral.

O homem tem menosprezado por séculos os apelos santificantes que o Alto lhe envia. Em sua ânsia de poder e no orgulho a que se entrega, tem provocado o caos no ambiente em que está situado.

Por bondade da Divina Providência, é preciso o saneamento geral do panorama psicofísico do planeta, a fim de torná-lo habitável para uma humanidade mais aperfeiçoada.

Contudo, não é Deus que despejará sua pretensa indignação sobre a morada dos homens; é o próprio homem que acumulou, em si e no ambiente onde se processa sua evolução, os fluidos mórbidos da guerra, da indisciplina, da maledicência, da sensualidade e de todas as formas de paixões que caracterizam sua inferioridade.

A lei da harmonia geral entrará em ação a fim de que sejam expurgados da Terra os elementos que a intoxicam. Essa mesma lei presidirá a queima da carga negativa, acumulada desde milênios pela dor e o sofrimento, como também promoverá a derrocada dos poderes humanos, frágeis ante a inexorabilidade das leis divinas.

Governos, nações, economias, impérios degradantes construídos ao longo dos séculos, instituições religiosas, todas as conquistas e realizações da civilização serão postas sob o fogo ardente dos sofrimentos aguardados neste final de ciclo evolutivo.

E aqueles que se encontram sintonizados com o sistema, passarão pelo tanque das lágrimas purificadoras, a fim de expurgarem as ações infelizes e as matrizes mentais inferiores, acumuladas ao longo das suas encarnações.

A noite profunda dos séculos transatos esconde dramas que serão revelados neste fim dos tempos. Os atores retornarão ao palco da vida terrestre para colherem os aplausos ou as vaias, as flores ou os espinhos, segundo a vibração íntima de cada um, seja no corpo físico ou fora dele.

Como assevera iluminado companheiro espiritual, se a lei nos faculta a liberdade de semear, a inexorabilidade da mesma lei nos obriga a colher, conforme a natureza do que plantamos.

“Todavia um dos anciãos me disse: Não chores! Olha, o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.”

João, contemplando a realidade triste a que o homem se entregava ao longo de sua peregrinação na crosta planetária, pressente que apenas alguém, detentor de real superioridade moral sobre o homem terreno, possui condições de abrir os sete selos, que mantêm fechado o livro dos destinos da história humana.

Graças a Deus, na visão apocalíptica, o vidente presencia o Mestre assentado sobre o trono, indicando sua posição de governador espiritual do planeta Terra – único em condições de abrir os selos:

“Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro, como havendo sido morto (…)”.

Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos (…).Ap 5:6,8-9

A visão é importantíssima com relação ao futuro planetário, quando mostra a abertura simbólica dos selos.

O fato de que o Divino Cordeiro, figura representativa de Jesus, detém as condições de realizar tal feito, demonstra-nos que, apesar de todas as infelizes realizações humanas – e mesmo diante das calamidades e sofrimentos que talvez possam aguardar o homem terrestre nos últimos momentos que antecedem o raiar de uma nova era, Jesus permanece segurando as rédeas dos destinos de todos nós que nos achamos comprometidos com a evolução no planeta Terra.

Na linguagem simbólica, a majestade e a soberania de Jesus estão expressas no fato de o profeta ouvir

“a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos seres viventes, e dos anciãos” (Ap 5:11),

que proclamam sua autoridade e reconhecem ser Ele o único detentor da permissão para abrir os selos. A seguir,

“toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há” (Ap 5:13)

manifestam que o Cordeiro é quem reúne as condições necessárias para romper os lacres do livro sagrado.

Isto é, toda a criação relacionada ao orbe terreno, das coisas aos elevados mensageiros extracorpóreos, declara-se submissa a Jesus e tem nele o diretor dos destinos.

O Divino Timoneiro segura nas mãos os acontecimentos mundais, necessários à emancipação espiritual dos filhos da Terra.

Embora dolorosos, quaisquer acontecimentos são por Ele coordenados, a fim de que não sucumbam aqueles que não têm necessidade, temperando, com sua misericórdia, as manifestações da justiça e da eqüidade.

Jesus é o único capaz de abrir os selos do livro dos destinos por ser Ele o Senhor de nossas vidas, no que concerne aos impositivos de nossa evolução espiritual.

No entanto, mesmo detendo o poder de administrar nosso porvir, não pode interferir no curso dos acontecimentos, pois tudo obedece e obedecerá sempre ao preceito divino de que cada um colherá conforme haja plantado.

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Palavras do Divino Mestre – do Livro Há Dois Mil Anos

Publicado por Mição em 19/Julho/2008

Extraído do Livro:
HÁ DOIS MIL ANOS. Autoria de EMMANUEL, Psicografado por Chico Xavier


Palavras do Divino Mestre, recordando as suas inesquecíveis pregações junto às águas tranquilas do pequeno ‘mar’ da Galileia:

‘Entre a Manjedoura e o Calvário, tracei para as minhas ovelhas o eterno e luminoso caminho…
O Evangelho florece, agora , como a seara imortal e inesgotável das bênçãos Divinas.
Não descansemos, contudo, meus amados, porque tempo virá na Terra, em que todas as lições hão-de ser espezinhadas e esquecidas…Depois de longa era de sacrifícios para consolidar-se nas almas, a doutrina da redenção será chamada a esclarecer o governo transitório dos povos; mas o orgulho e a ambição, o despotismo e a crueldade hão-de reviver os abusos nefando de sua liberdade! O culto antigo, com as suas ruínas pomposas, buscará restaurar os templos abomináveis do bezerro de ouro. Os preconceitos religiosos, as castas clericais e os falsos sacerdotes restabelecerão novamente o mercado das coisas sagradas, ofendendo o amor e a sabedoria de Nosso Pai, que acalma a onda minúscula no deserto do mar, como enxuga a mais recôndita lágrima da criatura, vertida no silêncio de suas orações ou na dolorosa serenidade de sua amargura indizível!…

‘Soterrando o Evangelho na abominação dos lugares santos, os abusos religiosos não poderão, todavia, sepultar o clarão de minhas verdades, roubando-as ao coração dos homens de boa vontade!…

‘Quando se verificar este eclipse da evolução de meus ensinamentos, nem por isso deixarei de amar intensamente o rebanho das minhas ovelhas tresmalhadas do aprisco!…

‘Das esferas de luz que dominam todos os círculos das atividades terrestres, caminharei com os meus rebeldes tutelados, como outrora entre os corações impiedosos e empedernidos de Israel, que escolhi, um dia, para mensageiro das verdades divinas entre as tribos desgarradas da imensa família humana!…

‘Em nome de Deus Todo-Poderoso, meu Pai e vosso Pai, regozijo-me aqui convosco, pelos galardões espirituais que conquistastes no meu reino de paz, com os vossos sacrifícios abençoados e com as vossas renúncias purificadoras! Numerosos missionários de minha doutrina ainda tombarão, exânimes, na arena da impiedade, mas hão de constituir convosco a caravana apostólica, que nunca mais se dissolverá, amparando todos os trabalhadores que perseverarem até ao fim, no longo caminho da salvação das almas!…

‘Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!…

‘Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!…

‘Sim amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue…Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos… As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tepestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: ‘Ó Jerusalém, Jerusalém!…’

‘Mas Nosso Pai, que é a sagrada expressão de todo amor e sabedoria, não quer se perca uma só de suas criaturas, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!…

‘Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, reorganizaremos detidamente todas as ruínas buscando o material passível de novo aproveitamento e, quando as instituições terrestres reajustarem a sua vida na fraternidade e no bem, na paz e na justiça, depois da seleção natural dos Espíritos e dentro das convulsões renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando, com as divinas verdades do Criador, os progressos definitivos do homem espiritual’.

Mensagem enviada pela Mira

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