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Fetus in Fetu à luz do Espiritismo – por Mição

Posted by Mição em 3/novembro/2008

“Fetus in Fetu” trata-se de uma gestação de gêmeos, onde ocorre a  malformação de um deles. O problema, é que este que é imperfeito, desenvolve-se, literalmente, dentro do outro irmão.

Como acontece a anomalia “Fetus in Fetu”

Em linguagem simples, podemos dizer que no processo inicial, ainda células, os gêmeos começam a se desenvolver, de uma lado as células boas e de outro as células anômalas.

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Caso de Fetus in Fetu - Índia - Fonte: ABC News

Obviamente, as células anômalas, não têm chance de desenvolver-se e chegar ao fim de uma gestação. Sendo em casos normais, o próprio organismo da mãe ou o próprio desenvolvimento do irmão, acabam por absorvendo ou destruindo aquele “corpo estranho” defeituoso.

Mas, como não se trata de um caso normal, de forma inexplicável pela ciência até o momento, as células boas, envolvem as deficientes. Neste ínterim, estas células ruins, “conseguem” desenvolver-se de alguma forma surgindo um feto. O problema é que, este feto passa a desenvolver-se juntamente, e no interior de seu irmão, o feto formado das células boas. Este processo, é identificado na medicina como Gêmeo Parasita.

O Parasita não tem condições de sobreviver por si só. Ele depende do irmão para ser nutrido, primeiramente durante a gestação pelo cordão umbilical, e após o nascimento, dos nutrientes (e energia vital) do irmão. Ainda de maneira inexplicável, este parasita, desenvolve-se somente até um certo estágio, onde após este, seu tamanho não se modifica, ainda que continue “sugando” o irmão.

Quando identificado, existe a possibilidade de extirpação do  Gêmeo Parasita. Neste caso, este corpo estranho acaba “morrendo”, pois, normalmente, o Parasita não tem cérebro, por vezes até mesmo nem cabeça ou coração, e possuindo apenas alguns poucos órgãos, ou compatilhados com o irmão ou os próprios.

Se não houver a extirpação, o “Fetus in Fetu” pode, com certeza, transformar-se em um complicado caso de tumor malígno.

Descrito na literatura médica desde 1886, há menos de cem casos conhecidos até hoje.

Questões e curiosidades a respeito

Obviamente que, no meio espírita, casos como esse, geram dúvidas, questões e curiosidades.

O que o Espiritismo tem a explicar a respeito?

Confesso que, o tema “Fetus in Fetu” é bastante vasto na internet, entretanto, à luz do Espiritismo, não foi encontrado muita coisa. Para dizer a verdade, encontrei apenas um site, cujo artigo pertence a Hildeberto Azevedo (1).

Talvez, pelo fato não ser ainda de conhecimento de muitos espíritas, não há um estudo mais aprofundado sobre o assunto.

Resultado da pesquisa e a minha opinião

Encontramos explicações espíritas a respeito dos “Irmãos Siameses” ou “Gêmeos Xifópagos”, por exemplo,  onde expõe-se que nestes casos, há para ambos espíritos encarnados em um “mesmo corpo”, o resgate resultante de um grande ódio nutrido entre ambos. Este assunto merece mais atenção e um explicação mais ampla, porém, por não ser o foco deste artigo, não darei continuidade.

No caso especificamente do “Fetus in Fetu”, apenas um espírito está encarnado, haja vista que o segundo, não possui condições físicas para “comportar” um espírito encarnante.

Segundo o Livro dos Espíritos (Primeiro livro da Codificação da Doutrina Espírita realizada por Allan Kardec), na resposta da questão 335, é explicado que é concedido o direito ao espírito encarnante, que escolha o seu corpo físico, veículo de seu trajeto terreno. Mesmo que este apresente imperfeições, estas servirão para lhe auxiliar no progresso. No item “a” da mesma questão, é esclarecido a Kardec, que se o espírito abandonar, na última hora de tomar o seu corpo, este sofreria muito mais do que aquele que não tentasse prova alguma.

Por meio dessa explicação, há o abandono antes de haver a ligação do espírito às células resultantes da concepção, e não nos parece ser o caso, pois, se não haverá um espírito para um corpo, não há razão para haver a formação de um corpo.

O abandono de um espírito encarnante durante a gestação de seu corpo, pode estar ligado justamente à anormalidade genética, onde este percebe que o corpo material não lhe dará as condições apropriadas. Só haverá atenuações ao espírito a respeito deste ato, se realmente a matéria não der condições para a vida, pois, se mesmo com imperfeições, há a chance de vingar a criança, fica claro que houve a desistência em cumprir a sua prova. Lembramos, que tal prova já fora programada por ele mesmo, antes do momento reencarnatório.

Alguém pode pensar: “Pode ser um caso de gêmeos siameses ou xifópagos, onde um deles desistiu da encarnação, ficando o outro com o parasita”.

Para siameses, por exemplo, as células de ambos os corpos, já começam a formarem-se juntas. Não é o caso do Fetus in Fetu, pois, ambos estão separados, formando-se separadamente, e em um determinado momento, um absorve o outro. Então, sendo assim, podemos descartar a hipótese.

Conforme a questão 345 do L.E., o espírito não está ligado definitivamente ao corpo, pois tais laços são ainda muito fracos, onde, por vontade própria, poderá desistir e desligar-se. Neste caso, a criança não “vinga”.

Ainda na questão 346 item “a”, explica que é possível que o corpo escolhido pelo espírito, possa vir a “falir” antes de seu nascimento, devido às imperfeições da matéria. Com isso, ele escolherá outro corpo futuramente.

Bem, o corpo parasita, não “faliu”, haja vista, que ainda sobrevive. Sendo assim, levamos a crer, que houve o abandono do espírito, devido à anomalia genética.

Agora, vamos analisar o irmão gêmeo normal. Este “absorve” as células malformadas, e “gera em si” o outro corpo.

Por lógica, se não há condições para tanto, não há espírito ligado. Então, por qual motivo o corpo normal, ou seja, esse espírito, resolveu absorver o corpo estranho e nutri-lo?

Para responder esta pergunta, empresto a resposta da questão 336 do L.E. que diz “Deus a isso proveria. Quando uma criança tem que nascer vital, está predestinada sempre a ter uma alma. Nada se cria sem que à criação presida um desígnio”.

Sendo assim, um espírito que resolve desistir de sua prova, seja antes da concepção ou durante a gestação, terá que arcar com as penosas conseqüências de sua decisão, e por sua vez, o outro espírito, que por razões que apenas ele e Deus cabem saber, ao menos por ora, terá que passar por tais dificuldades para o seu progresso, já que, repetindo, “Nada se cria sem que à criação presida um desígnio”.

O assunto parece ser “novo” no meio espírita, apesar desses casos terem quase duzentos anos de registro, portanto, teremos ainda muito tempo para pesquisar, analisar e no momento certo, encontrar uma resposta para a questão.

Boa pesquisa! Bons estudos!

Abraços Fraternais

Mição

Artigos Relacionados (Sites)

(1) Aconteceu…”fetus in fetu” – Fonte: Centro Espírita Trabalhadores de Jesus – por Hildeberto C. de Azevedo em 03/03/2008
URL:  http://www.cetj.org.br/home1/articles.php?id=488

(2) Indiano “gerava” seu irmão gêmeo – Fonte: ABC News – 23 de agosto de 2006
URL: http://www.abcnews.go.com/Primetime/story?id=2346476&page=1

(3) Bebê nasce ‘grávido’ de irmão – Fonte: Hipescience.com – 25/11/2006
URL: http://tecnocientista.info/hype.asp?cod=3680

(4) Cirurgia para tirar o pé do cérebro de bebê – Fonte: http://vitoriabernardi.wordpress.com/2008/12/19/cirurgia-para-tirar-o-pe-do-cerebro-de-bebe/

(5) – Menina de apenas 1 ano pode estar “grávida”. Veja foto! – Fonte: http://www.gp1.com.br/noticias/menina-de-apenas-1-ano-pode-estar-gravida-veja-foto-53081.asp

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9 Respostas to “Fetus in Fetu à luz do Espiritismo – por Mição”

  1. Hugo said

    Olá Mição!
    Gostei muuuuiito do texto sobre “Fetus in Fetu”. As experiências extra físicas buscam de todas as maneiras, soluções para o desenvolvimento de novas formas de vida. Estejamos atentos.
    Material muito bom e elucidativo.
    Abraços
    Hugo

  2. Ozélia said

    Olá Mição,

    Interessante o tema “Fetus in Fetu”; importante um estudo mais aprofundado na visão espírita. As suas observações são válidas.
    Paz,
    Ozélia

  3. Paulo Sérgio said

    Será que esse corpo possui realmente um espírito ligado a ele? e se não tiver tronco cerebral como visto em alguns casos será que havia um espírito ligado?

    para reflexão

  4. Doctor said

    Que baboseira…

  5. Fração said

    Realmente este é um tema interessante e que se estudado com critério, nos trará um conhecimento mais amplo sobre a próprio espiritismo. Este é um ótimo assunto para ser tratado nas mocidades espíritas e grupos de estudos.
    Agora, inferindo sobre este tema. Acredito que os espíritos conhecidos como ovoides, podem moldar um corpo carnal como este e logo desencarnar, pois ele pode ter necessitado deste pequeno período encarnado, afim de prepara-lo para uma outra encarnação “normal”. Isso pode acontecer nos casos das encarnações “compulsórias”, onde o espírito reencarnante, em alguns casos, precisam do choque anímico.

    • Mição said

      Prezado Marcelo

      Concordo plenamente com a sua observação e com sua opinião em relação aos espíritos ovóides.

      Grato pela sua participação. Opine mais vezes.

      Fique com Deus.

      Abraços Fraternais

      Mição

  6. Mição
    Quando li o texto acima, cheguei a mesma conclusão do nosso irmão Fração. Acredito que esta pode ser, as primeiras reencarnações de um ovóide. Porque não? No livro do dr. Gilson Freire, ìcaro Redimido, pelo espírito de Adamastor(capítulo 7 pág.81 parag. 3), ele retrata um caso, só que o espírito candidato ao reencarne, precisava da vida uterina para não perder a forma humana( já se encontravam na iminência de ovoidização. Pode ser o caso acima citado, num processo de retroação,com todos os envolvidos que deram origem ao drama, por que o ovóide, não tem condições de gerar um corpo completo saudável.
    Gostaria de continuar acompanhando este estudo, será muito importante para meu aprendizado. E, vou aproveitar e reler, Ícaro Redimido.
    Um abraço fraterno.

    • Mição said

      Prezada Aura

      Sua opinião, embasade em literatura espírita, é muito válida. Grato pela sua postagem.

      Continue participando.

      Fique com Deus

      Abraços Fraternais

      Mição

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