Blogção, o Blog do Mição

www.blogcao.mition.net / www.mition.net

Entrevista com o fundador da Associação Lunares – Parte 1 – por Mição

Posted by Mição em 22/julho/2009

Artigo publicado no Jornal Samadhi – Edição 09 – agosto de 2009, de minha própria autoria

Marco Aurélio GiangiardiNa edição passada, conhecemos um pouco da Associação Lunares e seu trabalho utilizando-se do teatro para o alerta a respeito do Suicídio. Conforme o prometido, editamos a primeira parte da entrevista realizada com o Sr Marco Aurélio Giangiardi, fundador da Lunares. Muitos, do meio espírita, talvez não gostem ou se incomodem do que ele nos revelou, entretanto, serve como um alerta para avaliarmos e refletirmos  sobre o que estamos fazendo pela causa. Devemos levar em consideração, as dificuldades da Lunares, ao longo de seus de 20 anos de caminhada. É relato do que o grupo vivencia, e não, pura demagogia.

1. Fale um pouco do Grupo Lunares e de seus integrantes.

O Grupo Lunares, formado por espíritas, sediada em São Paulo, Capital, existe há 20 anos, focado no “Combate ao Suicídio”, realizando palestras, caminhadas de conscientização (até o momento 3 já realizadas), divulgação por meio de panfletagens com mensagens de esperança,  realizando principalmente, peças teatrais, todas em prol da vida e obviamente, tratando do tema que originou o grupo, o Suicídio. Este ano ainda, estaremos editando o Livro “Arte nas Fronteiras da Vida”, que é a coletânea de nossas 5 peças teatrais.

Trabalham conosco alguns profissionais que estão desde o começo e outros que estão entrando agora.

Os integrantes do grupo e seus papéis/funções na peça “O Fio do Fim da Linha”, são:

Etiene Farias de Macedo – Atriz personagem Aysha, Bruno Ricardo Giangiardi – Ator – personagem Nash, Edson Roberto Alves – Coordenador da parte de comunicação da Lunares – personagem Garter, Vivian Farahte Giangiardi – Responsável pelos materiais cênicos – personagem Benit, Cecilia Helena Farahte Giangiardi – encarregada da Sonoplastia, Telma Farahte Giangiardi – apoio, e eu, Marco Aurélio Giangiardi – Autor e Diretor do grupo – encarregado da Iluminação. Na peça faço o papel do personagem misterioso que aparece no final. Temos como mascote, minha filha caçula Tatiane Farahte Giangiardi. (A pequena Tatiane, disse-me que faz o papel de “platéia”. Minha nota.)

2. Como foi que surgiu a idéia de montar o esse grupo?

A idéia surgiu em 1989, quando fomos convidados (espíritas participantes de uma casa) a fazer teatro com um grupo de jovens espíritas, os quais tinham por volta de 16 anos de idade. Em 1982, eu já havia recebido, do plano espiritual, o texto “Os Vetores” (já focando o suicídio, indigência e obsessão), e com esta oportunidade, ao coordenar tal grupo, sete anos após a obra psicografada, pudemos começar a trabalhar com o teatro. (Podemos perceber aqui, a Espiritualidade realizando suas obras, pois, em uma época escreveram a peça, anos depois, a oportunidade de criar-se o grupo que a representaria. Minha nota).

3. Por qual motivo a Lunares resolveu utilizar-se do teatro, e não somente das palestras, para levar a mensagem ou o alerta a respeito do suicídio sob a visão espírita?

O tema que trabalhamos, suicídio, é um tema desagradável de ser exposto, mas é fundamental que o façamos. As pessoas que querem se matar ou que têm idéias suicidas, em sua grande maioria, não vão às Casas Espíritas. Portanto, se quisermos alcançar um público maior, que é o nosso foco, não podemos ficar somente, dentro dos Centros. O teatro é uma ferramenta muito interessante, pois trabalha com o sentimento, a visão, a audição, o sensorial, o sinestésico e percepções. É muito comum, após a apresentação, aparecer alguém querendo conversar, relatando-nos que possui pensamentos suicidas, pedindo esclarecimento e ajuda, comprovando que tal método é eficiente.

4. Onde vocês têm se apresentado?

Nós temos nos apresentado em várias cidades do estado de São Paulo. Quando há interesse, levamos as peças às instituições ou entidades das comunidades locais, além, é claro, das Casas Espíritas, quando, raras às vezes, nos convidam. Dessa forma, levamos a conhecimento de um público totalmente alheio à Doutrina Espírita, a visão e informação do Espiritismo a respeito do que acontece com o suicida e suas conseqüências após a morte.

5. Como explicado por você, esse trabalho começou com um pedido da espiritualidade, e que estava em sintonia com suas idéias e desejo de realização. E por que justamente esse assunto, o Suicídio?

Na verdade, a Lunares faz, justamente porque ninguém mais o faz. Então, alguém tinha que começar a fazer alguma coisa, em relação ao Suicídio. Mediunicamente, não somente eu, mas mais integrantes do grupo, têm contato com espíritos suicidas. De repente, deparamos com um número muito grande de suicídios na sociedade, e de contrapartida, um meio, que tem toda a informação a respeito, não só sobre o ato em si, mas principalmente em relação às conseqüências desse ato, pois há uma continuidade “do outro lado”, e esse meio, que é o espírita, não está fazendo nada a respeito.

Lembramos que o grupo é formado por espíritas e formou-se em uma Casa Espírita, mas que, infelizmente, não nos deu o apoio necessário para a realização do nosso trabalho. Fomos convidados por três vezes a nos retirarmos de casas espíritas. Tenho que ser honesto, mas nosso trabalho alavancou quando nos desvencilhamos do meio espírita. Infelizmente, nos eram impostas regras e condições, fora as críticas, que acabavam por inibir o trabalho. Daí a necessidade de nos desligarmos delas.

Trabalhamos fora das casas espíritas, porém, trabalhamos por elas, ajudando-as a evoluírem.

Na verdade a Lunares não trabalha pelo meio espírita, ela trabalha pela Doutrina Espírita. É diferente!

LunaresLunares, lutando pela vida!!!
Suicídio, mate essa idéia.

Autor, Diretor e Produtor: Marco Aurélio Giangiardi
Para agendar palestras ou a apresentação teatral:
Fone: (11) 2682-6835
e-Mail: marcoaurelio@quallimax.com.br
Sites: www.associacaolunares.com.br / www.lunares.org.br

Na próxima edição, teremos a continuidade de sua entrevista. Espero que você leitor(a), nos acompanhe. Até breve!

Artigos Relacionados

2 Respostas to “Entrevista com o fundador da Associação Lunares – Parte 1 – por Mição”

  1. […] Entrevista com o fundador da Associação Lunares – Parte 1 – por Mição […]

  2. […] Entrevista com o fundador da Associação Lunares – Parte 1 – por Mição […]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: